Relatórios do FBI relevam ataques de hackers contra Google

Renê Fraga
3 min de leitura

De acordo com um documento obtido pelo jornal The New York Times, um ataque hacker ocorrido vários anos atrás contra o Google custou ao gigante de buscas 500.000 dólares.

A Revista Veja tem mais detalhes:

Em 22 de dezembro de 2005, o Google apresentou uma demanda ao FBI, informando que o ataque havia tornado seu motor de buscas mais lento. Na maior parte de 2004 e 2005, o Google fora atormentado por variantes do worm, que usavam as pesquisas para encontrar sites vulneráveis e apagá-los, explorando uma falha de segurança no software de fóruns da comunidade, o PHP Bulletin Board. O Google tentou filtrar consultas com frases ligadas ao vírus, com sucesso limitado.

“Ainda que o Google filtre certas pesquisas de sequência de frases, em minutos as frases eram modificadas para voltar a atravessar os filtros”, escreveu um agente do FBI em São Francisco, recomendando a abertura de inquérito. Os esforços do Google para bloquear o worm tiveram consequências inesperadas, como o bloqueio de pesquisas legítimas, escreveu o agente.

Em uma medida da gravidade do ataque, o Google dedicou toda uma equipe de engenharia para a batalha, a um custo de 500.000 dólares, valor que calcula as horas gastas enfrentando o worm e as receitas perdidas, diz o relatório. No ano anterior, o Google havia perdido 100.000 dólares com o vírus MyDoom, que retardava ou travava o motor de busca do Google por várias horas, de acordo com documentos de uma outra investigação do FBI.

Ao analisar o código do software usado em uma variante do worm Santy, os engenheiros do Google encontraram um caminho possível para a identidade do invasor. No código, foi incorporado um endereço de Gmail para contato técnico, que, para o FBI, poderia pertencer ao criador daquela variante. O endereço do e-mail consta do documento, assim como os nomes dos funcionários do Google que falaram com o FBI.

O FBI emitiu duas intimações logo depois para um indivíduo (ou indivíduos) comparecer (em) diante de um juiz federal em San José. Poucas semanas depois, o Google mudou de postura. Em 31 de janeiro de 2006, o FBI observou que o departamento jurídico da empresa disse que a empresa não estava mais interessada em aprofundar a investigação. “Na medida em que o Google é a vítima e sua ajuda, na forma de oferecimento dos registros, é necessária para prosseguir a investigação, recomenda-se encerrar o caso administrativamente”, escreveu o agente do FBI.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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