Uber amplia seu projeto de gravação de vídeo no aplicativo para motoristas Android

Renê Fraga
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A Uber anunciou uma expansão significativa do seu projeto de gravação de vídeo realizado diretamente no aplicativo para os motoristas que utilizam smartphones com sistema operacional Android.

Desde o lançamento do projeto em outubro do ano passado, a iniciativa tem sido testada em várias cidades do Brasil. Agora, a Uber está estendendo o programa para cidades como Curitiba, Manaus e São José dos Campos (SP), convidando motoristas parceiros dessas regiões para participar.

A gravação de vídeo é mais um recurso de segurança fornecido aos motoristas parceiros da Uber, que já está sendo testado em cidades como Campinas (SP), João Pessoa, Santos (SP) e Petrópolis (RJ), além de algumas cidades nos Estados Unidos.

Anteriormente, a Uber já permitia que motoristas parceiros que possuíssem suas próprias câmeras veiculares as cadastrassem no aplicativo, informando os usuários sobre sua presença.

Agora, a empresa está expandindo a cobertura de segurança ao explorar a possibilidade de gravação de vídeo diretamente pelo aplicativo, utilizando a câmera frontal do smartphone.

Essa abordagem é mais escalável, gratuita e de fácil configuração para os motoristas, levando apenas alguns segundos.

Como funciona a gravação de vídeo no aplicativo da Uber:

  • Ativação: A gravação é opcional e utiliza a câmera frontal do smartphone. Uma vez habilitado o recurso, os motoristas parceiros poderão gravar vídeo e áudio de todas as viagens.
  • Tempo de gravação: O registro de áudio e vídeo começa ao se aproximar do ponto de embarque e continua pela viagem, parando 20 segundos depois que a viagem for encerrada – isso porque algumas situações podem ocorrer no momento do desembarque.
  • Privacidade: Assim como já ocorre no recurso de gravação de áudio, o U-Áudio, a gravação de vídeo e áudio também permanece criptografada no celular, sem que ninguém possa acessá-la diretamente – nem a Uber e nem o próprio motorista, que não possui a chave da criptografia. O usuário, por sua vez, é informado que sua viagem será gravada antes de embarcar, tendo liberdade para cancelar a viagem e solicitar outro carro, se preferir.
  • Análise de incidentes: A única forma da equipe de atendimento da Uber acessar o conteúdo das gravações é mediante um reporte de incidente de segurança no aplicativo. Se o motorista parceiro abrir uma reclamação, ele terá a opção de adicionar o arquivo com o vídeo em questão. Só então a Uber – que tem a chave da criptografia – terá acesso aos registros. A gravação permanece disponível no dispositivo do parceiro pelo período de sete dias após a viagem, sendo automaticamente apagada após esse período se nenhum reporte de incidente atrelado a ela for realizado.
  • Investigações: As autoridades competentes também podem solicitar acesso a essas imagens compartilhadas pelos parceiros com a Uber, na forma da lei.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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