Xiaomi inova ao permitir a execução de aplicativos de 32 bits em sua nova série de smartphones

Renê Fraga
2 min de leitura

A Xiaomi apresentou sua mais recente série de smartphones, a Xiaomi 14, que conta com o poderoso chipset Qualcomm Snapdragon 8 Gen 3.

Uma das principais diferenças em relação à geração anterior de chipsets é a transição exclusiva para o sistema de 64 bits. O que significa que os aplicativos e softwares que operam nesses dispositivos devem ser compatíveis com 64 bits.

Em geral, essa mudança não representa um problema, pois muitos aplicativos e plataformas, como o Android, já se adaptaram ao sistema de 64 bits. O Google, inclusive, tem incentivado os desenvolvedores a garantir a compatibilidade com essa arquitetura.

No entanto, surge uma questão: o que acontece com os aplicativos de 32 bits? A Xiaomi encontrou uma solução por meio de um tradutor binário chamado “Tango”, desenvolvido pela Amanieu Systems.

Essa ferramenta permite que aplicativos de 32 bits sejam executados nos dispositivos de 64 bits, como o Snapdragon 8 Gen 3. Embora possa parecer algo simples, essa inovação é significativa.

Existem diversos motivos pelos quais alguns aplicativos ainda são desenvolvidos em 32 bits. Alguns são simples e não requerem a migração para 64 bits, enquanto outros foram abandonados por seus desenvolvedores antes que o Google estabelecesse o requisito de que os aplicativos da Play Store fossem compatíveis com 64 bits.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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