Adeus, Skype: Microsoft desativa serviço após 23 anos e foca no Teams

Renê Fraga
2 min de leitura

A Microsoft encerrou oficialmente, nesta segunda-feira (5), o funcionamento do Skype, um dos aplicativos mais conhecidos e utilizados para chamadas de voz e vídeo pela internet.

O anúncio do fim do serviço já havia sido feito em fevereiro deste ano, dando aos usuários cerca de 10 semanas para migrar suas informações e se preparar para a despedida.

Lançado em 2003, o Skype revolucionou a forma como as pessoas se comunicavam online, permitindo ligações gratuitas (ou a preços muito baixos) para qualquer lugar do mundo.

A Microsoft adquiriu a plataforma em 2011 por US$ 8,5 bilhões, e chegou a registrar mais de 300 milhões de usuários ativos por mês.

Com o tempo, no entanto, o aplicativo perdeu espaço para concorrentes mais modernos, como Zoom, Google Meet, WhatsApp e o próprio Microsoft Teams.

Em 2023, a base ativa do Skype já havia caído para cerca de 36 milhões de usuários mensais.

Com o encerramento definitivo do serviço, a Microsoft agora recomenda que os antigos usuários do Skype migrem para o Microsoft Teams — que também possui uma versão gratuita.

Essa alternativa oferece recursos similares, como chamadas em grupo, mensagens instantâneas e compartilhamento de arquivos.

Além disso, é possível acessar o Teams com o mesmo login usado no Skype, mantendo os contatos e o histórico de conversas.

Apesar disso, vale destacar que o Teams gratuito não oferece chamadas para números de telefone fixo ou celular, um recurso que sempre foi um diferencial do Skype.

Ainda assim, a empresa aposta que a integração com o ecossistema da Microsoft e as funções colaborativas do Teams compensam essa mudança.

Para quem usou o Skype durante anos, este é um momento de nostalgia, assim como também aconteceu com o MSN, ICQ e outros comunicadores que se foram.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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