Não use o ChatGPT em diagnóstico pediátrico: chatbot tem taxa de erro de 83%

Renê Fraga
2 min de leitura

Um novo estudo revela que o ChatGPT não é adequado para o diagnóstico pediátrico.

De acordo com a pesquisa publicada na revista JAMA Pediatrics, o chatbot apresentou uma taxa de erro alarmante de 83% ao tentar diagnosticar casos médicos em crianças.

O estudo, conduzido por pesquisadores do Cohen Children’s Medical Center em Nova York, testou o ChatGPT em 100 desafios de casos pediátricos publicados em revistas médicas renomadas.

Os resultados foram preocupantes: o chatbot acertou apenas 17 casos, errou em 72 casos e não conseguiu capturar completamente o diagnóstico correto em 11 casos.

O que indica uma taxa de acerto muito baixa e levanta dúvidas sobre a capacidade do ChatGPT de lidar com a complexidade e nuances dos diagnósticos em crianças.

Os pesquisadores destacaram que o ChatGPT teve dificuldade em identificar relações conhecidas entre condições médicas, algo que médicos experientes normalmente seriam capazes de fazer.

Por exemplo, o chatbot não conseguiu estabelecer a conexão entre autismo e escorbuto em um dos casos, fornecendo um diagnóstico equivocado.

Essas falhas mostram que o ChatGPT ainda tem um longo caminho a percorrer antes de ser considerado uma ferramenta confiável para o diagnóstico pediátrico.

Com uma taxa de erro tão alta, é crucial que os profissionais de saúde não confiem no ChatGPT como uma fonte confiável para o diagnóstico de condições médicas em crianças.

A pesquisa ressalta a importância da experiência clínica humana e do conhecimento especializado dos pediatras, que são essenciais para avaliar adequadamente os sintomas e realizar diagnósticos precisos.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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