O Google e a The Nature Conservancy (TNC) no Brasil anunciaram a criação do projeto Digitais da Floresta, que visa desenvolver tecnologias baseadas em Inteligência Artificial (IA) e bioquímica para ajudar a identificar e rastrear a origem da madeira comercializada a partir da Amazônia.
O objetivo é criar uma plataforma de inteligência que permita às autoridades e aos consumidores identificar se um produto é feito com madeira de origem autorizada ou ilegal.
O projeto conta com uma rede de parceiros, que inclui a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e a Trase.
Para impulsionar o projeto, a área filantrópica do Google está fazendo uma doação de mais de R$ 5,4 milhões para a TNC, sendo metade em dinheiro e metade em créditos para a divulgação.
Além disso, pela primeira vez na América Latina, o Google disponibilizará 13 especialistas em machine learning (ML), geolocalização, UX Design e gerenciamento de projetos para trabalharem diretamente com a TNC Brasil no desenvolvimento de tecnologias e modelos de AI para a plataforma.
O programa chamado Google Fellowship será realizado ao longo de seis meses e é inédito na América Latina.
A iniciativa tem como objetivo identificar e combater a venda ilegal de madeira na região amazônica, utilizando tecnologias de ponta para criar uma plataforma que possa ajudar a monitorar a origem da madeira comercializada.
A expectativa é de que a plataforma possa ser lançada em breve, permitindo que o consumidor final possa fazer escolhas mais conscientes e contribuir para a preservação da floresta amazônica.
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