Os humanos que estão por trás do chatbot superinteligente do Google

Renê Fraga
2 min de leitura

Uma recente reportagem da Bloomberg revelou que trabalhadores humanos são responsáveis por treinar o chatbot de inteligência artificial do Google, o Bard.

Milhares de contratados de empresas como Appen e Accenture trabalham sob pressão para garantir que as respostas do chatbot sejam precisas, confiáveis e livres de preconceitos.

No entanto, os trabalhadores, muitos dos quais ganham apenas US$14 por hora, afirmam estar sob crescente pressão, sem terem, muitas vezes, a especialização necessária na área em que atuam.

Os contratados são responsáveis por revisar as respostas do chatbot, identificar erros e eliminar possíveis preconceitos.

Eles trabalham com instruções complexas e prazos apertados, muitas vezes de apenas três minutos.

Segundo documentos compartilhados com a Bloomberg, os contratados são frequentemente solicitados a decidir se as respostas do modelo de inteligência artificial contêm evidências verificáveis e analisam as respostas quanto à especificidade, atualidade das informações e coerência.

A reportagem destaca que, embora os chatbots de inteligência artificial, como o Bard, sejam vistos como avanços tecnológicos inovadores, sua eficácia depende do trabalho de contratados humanos.

No entanto, os trabalhadores afirmam que suas condições de trabalho precárias podem afetar a qualidade dos produtos de inteligência artificial.

Os contratados são uma parte indispensável do treinamento de inteligência artificial e suas vozes e preocupações devem ser ouvidas e tratadas para garantir o desenvolvimento contínuo de produtos de inteligência artificial confiáveis, precisos e éticos.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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