Governo dos EUA pede que desenvolvedores abandonem linguagens de programação vulneráveis como C e C++

Renê Fraga
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O governo dos EUA, por meio do Escritório de Cibersegurança Nacional da Casa Branca (ONCD), está apelando aos desenvolvedores de software que adotem linguagens de programação seguras em relação à memória.

Essas linguagens são projetadas para mitigar vulnerabilidades que podem levar a ataques cibernéticos. O ONCD divulgou um relatório destacando que cerca de 70% das vulnerabilidades de segurança são causadas por problemas de segurança de memória.

Linguagens como C e C++, amplamente utilizadas, são particularmente suscetíveis a essas vulnerabilidades. Por outro lado, linguagens como Rust são consideradas seguras em relação à memória.

O relatório visa transferir a responsabilidade pela segurança cibernética de indivíduos e pequenas empresas para grandes organizações, empresas de tecnologia e o próprio governo dos EUA.

Especialistas em segurança de software elogiaram o relatório, destacando sua relevância e oportunidade.

Eles enfatizam a necessidade de mudanças devido à crescente sofisticação das ameaças cibernéticas que exploram vulnerabilidades de segurança de memória.

O afastamento de linguagens vulneráveis como C e C++ será um processo gradual, especialmente em sistemas embarcados.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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