Já imaginou abrir o app da Netflix e ver o logo do Google ali do lado? Pois é… isso quase aconteceu!
Em uma entrevista reveladora no “All-In Podcast”, Sundar Pichai, CEO do Google, contou que a gigante da tecnologia considerou seriamente a compra da Netflix.
Segundo ele, a aquisição foi debatida “super intensamente” dentro da empresa — embora, no fim das contas, o negócio não tenha ido adiante.
A fala surgiu após uma pergunta do apresentador David Friedberg (ex-Googler), que quis saber quais eram os maiores orgulhos e possíveis arrependimentos de Pichai durante sua trajetória no Google.
Embora Pichai tenha evitado usar a palavra “arrependimento”, ele admitiu que ainda pensa em como teria sido se o Google tivesse seguido com o plano de adquirir a plataforma de streaming.
“A gente debateu a compra da Netflix super intensamente, internamente. Chegamos perto”, disse o executivo.
Apesar de alguns rumores antigos sobre essa possibilidade — como uma previsão feita pela consultoria CCS Insight em 2014, que dizia que o Google compraria a Netflix até 2015 — nunca houve indícios públicos de que o negócio estava realmente em negociação.
A fala de Pichai é a primeira confirmação de que esse cenário quase se concretizou.
Por que isso é importante?
Hoje, a Netflix tem mais de 300 milhões de assinantes e lidera o mercado global de streaming. Enquanto isso, o Google nunca chegou a competir diretamente com a empresa nesse segmento.
O máximo que se aproximou foi com o YouTube TV (um serviço de TV ao vivo via internet, disponível apenas em alguns países) e a plataforma Google TV (presente em smart TVs e dispositivos Chromecast).
E o mais curioso: o Google é conhecido por suas aquisições ousadas, como YouTube, Android, Waze, Nest, Fitbit e outras. Ter a Netflix no portfólio teria colocado a empresa diretamente no centro da indústria do entretenimento.
Mas nem tudo são oportunidades perdidas
Durante a entrevista, Pichai também falou sobre os grandes feitos da empresa — especialmente em pesquisa e inovação. Ele destacou que o Google tem orgulho de investir em ciência de ponta e transformar descobertas em produtos reais.
Um exemplo? Em 2024, dois cientistas da DeepMind (subsidiária do Google), Demis Hassabis e John Jumper, receberam o Prêmio Nobel de Química pelo desenvolvimento do AlphaFold — uma IA capaz de prever estruturas de proteínas em 3D, algo que revoluciona a medicina e a biotecnologia.
Além disso, tecnologias como previsão de enchentes, detecção de incêndios florestais e outras inovações que saíram dos laboratórios do Google Research mostram que a empresa tem ambições que vão muito além dos cliques e anúncios.
“Acho que fizemos um trabalho extraordinário nisso. É algo único no Google, e queremos continuar assim”, afirmou Pichai.