- Não é apenas um Chromebook com outro nome 💻
- Lenovo abre os trabalhos com uma tela de respeito
- O cursor agora chama o Gemini 🪄
- E tem IA até na tecla de ditado 🎙️
- Qualcomm entra na história
- US$ 249,99 de IA entram no pacote 🎁
- Até um mouse ganhou Gemini
- A grande aposta é fazer o notebook conversar com o celular 📱
- Primeiro teste começa em 4 de outubro
Principais destaques
- Nova categoria de notebooks: Googlebook estreia nos EUA em 4 de outubro, com cinco modelos de Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo a partir de US$ 899.
- Gemini virou parte do sistema: recursos como Magic Pointer e Rambler levam a inteligência artificial para tarefas de produtividade, voz e interação com o computador.
- Android e Google juntos: a nova linha aposta na integração com celulares Android, aplicativos nativos e uma experiência conectada para enfrentar a faixa premium dos notebooks.
O Google está mudando o nome do jogo no mercado de notebooks. A partir de 4 de outubro, chegam às lojas americanas os primeiros computadores da nova categoria Googlebook, uma aposta premium construída em torno do Gemini e da integração com o Android.
São cinco modelos fabricados por Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. Os preços começam em US$ 899, colocando a nova família diretamente em uma faixa na qual o Googlebook terá de disputar espaço com notebooks premium já consolidados.
A pré-venda já começou nos Estados Unidos.
Não é apenas um Chromebook com outro nome 💻
A mudança é maior do que uma simples troca de marca.
O Google apresentou a categoria em maio como uma reformulação de sua estratégia para computadores pessoais. A proposta abandona a lógica tradicional dos Chromebooks e coloca três elementos no centro da experiência: Gemini Intelligence, aplicativos Android nativos e conexão mais profunda com smartphones.
A ideia é transformar o notebook em uma extensão do ecossistema Android.
🔄 A estratégia é clara: em vez de competir apenas por sistema operacional, o Google está tentando fazer com que computador, celular e inteligência artificial funcionem como partes da mesma experiência.
Isso coloca o Googlebook em uma posição interessante. O hardware continua sendo produzido por fabricantes tradicionais, mas a experiência é definida pelo Google e pelo Gemini.
Lenovo abre os trabalhos com uma tela de respeito
Entre os cinco modelos iniciais, o Lenovo Googlebook 15 é o maior e um dos mais sofisticados.
O notebook tem tela OLED touchscreen de 15,3 polegadas, resolução 2.8K, taxa de atualização de 120 Hz e cobertura de 100% do espaço de cores DCI-P3.
Por dentro, utiliza um Intel Core Ultra 5 325, com até 47 TOPS de desempenho voltado para inteligência artificial.
E o conjunto não para no processador.
| Característica | Lenovo Googlebook 15 |
|---|---|
| Tela | 15,3″ OLED, 2.8K, 120 Hz |
| Processador | Intel Core Ultra 5 325 |
| IA | Até 47 TOPS |
| Peso | Menos de 3 libras |
| Bateria | Até 12,5 horas |
| Áudio | Quatro alto-falantes, Dolby Atmos |
| Preço inicial | US$ 1.099,99 |
O modelo começa em US$ 1.099,99 e chega às lojas em 4 de outubro.
A Lenovo também aposta em recursos voltados para profissionais e criadores, incluindo touchpad háptico, áudio Dolby Atmos e uma autonomia anunciada de até 12,5 horas.
O cursor agora chama o Gemini 🪄
Uma das ideias mais curiosas do Googlebook é o Magic Pointer.
A proposta é permitir que o usuário balance o cursor para chamar o Gemini e executar tarefas relacionadas ao que está fazendo naquele momento. Entre os exemplos apresentados estão combinar imagens e adicionar eventos ao calendário.
É uma tentativa de transformar a IA de um chatbot separado em uma ferramenta contextual do próprio computador.
💡 A mudança mais importante talvez não esteja no notebook, mas na forma de interagir com ele: o Gemini passa a ser tratado como uma camada do sistema, e não apenas como uma janela aberta ao lado do trabalho.
E tem IA até na tecla de ditado 🎙️
Outro recurso é o Rambler, uma ferramenta de entrada de voz ativada por uma tecla dedicada de ditado.
Ela transcreve o que o usuário fala, remove palavras de preenchimento e consegue lidar com mudanças de idioma no meio da fala.
Na prática, o Googlebook tenta transformar o computador em um dispositivo mais tolerante à maneira natural como as pessoas conversam.
Em vez de exigir uma frase perfeitamente estruturada, a ferramenta trabalha sobre a fala e entrega uma versão mais limpa do texto.
Qualcomm entra na história
A inteligência artificial não fica restrita aos processadores Intel.
A Qualcomm anunciou que seu Snapdragon X Elite estará presente em Googlebooks da Dell e da HP.
Além dos recursos de Gemini, esses equipamentos terão suporte a aplicativos e jogos Android nativos.
A combinação é importante para a estratégia do Google porque conecta duas de suas maiores plataformas: o Android, dominante no mercado de smartphones, e a nova geração de computadores.
Segundo Kedar Kondap, vice-presidente sênior e gerente-geral de computação e games da Qualcomm, o Snapdragon X Elite combina desempenho e eficiência com suporte aos aplicativos e jogos Android nos Googlebooks.
US$ 249,99 de IA entram no pacote 🎁
O Google também está usando serviços para tornar a nova categoria mais atraente no lançamento.
Todos os compradores de Googlebook terão direito a 12 meses do Google AI Pro, pacote avaliado em US$ 249,99.
A oferta inclui acesso ao Gemini Pro e 5 TB de armazenamento em nuvem, além de assinaturas de serviços como Adobe Photoshop, CapCut e YouTube Premium.
Há uma ressalva importante: depois dos 12 meses, a assinatura passa a ser paga caso o usuário não faça o cancelamento.
💰 O pacote ajuda a explicar a estratégia: o Google não está vendendo apenas um computador. Está tentando vender um ecossistema de hardware, armazenamento, aplicativos e inteligência artificial em uma única experiência.
Até um mouse ganhou Gemini
A Lenovo também apresentou um acessório pensado especificamente para a nova categoria.
É o AI Mouse, desenvolvido para o Googlebook e equipado com acesso de um clique ao Gemini, além de integração com o Magic Pointer.
Preço e disponibilidade do acessório ainda não foram divulgados.
Isso mostra até onde o Google e seus parceiros pretendem levar a ideia de integração com IA: não apenas para o sistema operacional e aplicativos, mas também para os próprios periféricos.
A grande aposta é fazer o notebook conversar com o celular 📱
O Googlebook chega ao mercado com uma promessa que vai além das especificações de cada fabricante.
A empresa quer que o usuário tenha uma experiência mais contínua entre Android, computador e Gemini.
Aplicativos Android, recursos de inteligência artificial, serviços do Google e conexão com o smartphone passam a formar uma espécie de ambiente único.
É uma estratégia que lembra a forma como outros ecossistemas tecnológicos usam integração entre dispositivos para manter o usuário dentro de uma mesma plataforma.
A diferença é que, desta vez, o Google está colocando o Gemini no centro dessa conexão.
Primeiro teste começa em 4 de outubro
Os cinco modelos já estão disponíveis para pré-venda nos Estados Unidos por meio da Google Store e da Best Buy.
Os equipamentos começam a ser enviados e chegam às lojas em 4 de outubro.
Os preços partem de US$ 899, enquanto o Lenovo Googlebook 15 começa em US$ 1.099,99.
A nova categoria, portanto, começa justamente onde o Googlebook quer jogar: no mercado premium.
A aposta é transformar o computador em algo menos parecido com uma máquina isolada e mais próximo de uma extensão do smartphone, dos aplicativos e da inteligência artificial.
Agora falta descobrir se os consumidores vão enxergar essa integração como uma mudança realmente útil ou apenas como mais uma camada de IA sobre um notebook tradicional.
Por enquanto, a primeira página dessa história já tem data para virar: 4 de outubro.